Nesta sexta-feira, 18 de abril de 2025, o projeto Poemas da Cidade retorna à coluna Memória, do Diário do Grande ABC, para traçar um paralelo entre a expansão urbana e a essência trabalhadora de nossa gente. O foco central desta edição recai sobre os versos iniciais de Jorge Alberto Carrilo, que traduzem o despertar de uma vocação em meio ao crescimento da cidade:
"Forja ardente de amor trabalhando.
No início, profissão começando.
No Senai, um ofício estudando."
Estes versos, que abrem o poema "Metalúrgico pertinaz", funcionam como um registro afetivo da formação profissional que é marca registrada da região. Jorge Alberto Carrilo, metalúrgico aposentado nascido em Promissão (SP) e radicado em Santo André, utiliza sua vivência para homenagear aqueles que, através do estudo e do ofício, ajudaram a erguer a Santo André moderna.
A obra integra o volume 2 da coletânea Poemas da Cidade (Editora COOPACESSO, 2015) e emoldura uma fotografia histórica da década de 1950. A imagem contida na matéria revela o "Centro expandido" no fim da Avenida Portugal, uma área então rural onde surgiam os primeiros loteamentos de bairros como Jardim Bela Vista e Bom Pastor, e onde futuramente seria erguida a Praça Allan Kardec.
É essa união entre a paisagem em transformação e a lírica de Jorge Alberto Carrilo que reafirma o compromisso do projeto Poemas da Cidade: celebrar a história de Santo André através das mãos e das palavras daqueles que, com "amor trabalhando", transformaram campos em cidade.

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