Nesta quinta-feira, 17 de abril de 2025, o projeto Poemas da Cidade é mais uma vez destaque na coluna Memória, do Diário do Grande ABC, trazendo à luz a força da escrita de Jerônimo de Almeida Neto. O foco central da edição recai sobre o fragmento final de sua obra, que sintetiza a identidade de um povo moldado pelo esforço e pela superação:
"Não mais a vila de João Ramalho,
Santo André és cidade pujante.
Forja ardente de amor e trabalho,
canta ao mundo teu hino vibrante."
Estes versos, que encerram o poema "Fabricação", são um hino à transformação urbana e humana. Jerônimo de Almeida Neto, pedagogo e escritor nascido em solo andreense — autor de obras como "O Barro da Rua Biguá" —, utiliza a metáfora da "forja" para descrever uma cidade que não esquece suas origens na vila de João Ramalho, mas que se orgulha de sua atual pujança industrial e social.
A obra faz parte do volume 2 da coletânea Poemas da Cidade (Editora COOPACESSO, 2015), e emoldura a trajetória do Professor José Soldá. Enquanto os versos de Jerônimo falam de "amor e trabalho", a história de Soldá exemplifica essa entrega: o mestre que atravessava trilhos de trem para levar ciência e cultura aos seus alunos.
É essa união entre a prática educativa de Soldá e a lírica de Jerônimo que reafirma o compromisso do projeto Poemas da Cidade: celebrar os talentos da nossa terra que, através das letras e do ensino, continuam a fazer Santo André vibrar.

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