A edição de domingo, 27 de abril de 2025, da coluna Memória do Diário do Grande ABC, retrata um olhar nostálgico sobre a paisagem urbana, guiado pela sensibilidade de Leonardo J. D. Campos. O foco central recai sobre o fragmento que abre a reflexão do dia, unindo a geografia da cidade ao sentimento de seus moradores:
"Santo André das tantas esquinas,das muitas histórias e encantos,tem o retrato de algumas ruínas,das chaminés do tempo, o meu pranto!"
Estes versos, pertencentes ao poema "Livre Terra Amada", traduzem a melancolia e o carinho pelas transformações de uma cidade que cresceu sob o signo da indústria. Leonardo J. D. Campos, escritor e organizador do projeto Poemas da Cidade, utiliza a imagem das "chaminés" para evocar o passado fabril que moldou as esquinas andreenses, agora guardadas na memória e no registro literário.
A obra integra o volume 2 da coletânea Poemas da Cidade (Editora COOPACESSO, 2015) e serve de moldura para uma visão panorâmica histórica: a cidade vista do alto da igreja do Carmo. A imagem revela um tempo de quintais e ruas vazias, onde já se destacavam marcos como o Colégio das Irmãs e o antigo Cine-Teatro Carlos Gomes, contrastando com os "flagrantes" que incluem até uma pose ao lado do Rei Pelé.
É essa união entre a visão do alto do Carmo e a lírica de Leonardo Campos que reafirma o compromisso do projeto Poemas da Cidade: celebrar os talentos da nossa terra que, através das letras, mantêm vivos os encantos e as histórias de Santo André, transformando as "ruínas do tempo" em patrimônio afetivo.

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