Na edição deste domingo, 14 de abril de 2024, a Coluna Memória, publicada no Diário do Grande ABC e conduzida pelo jornalista Ademir Medici, percorre trajetórias humanas que cruzam oceanos, palcos e fábricas, revelando como histórias individuais ajudam a compor a memória coletiva de Santo André.
O texto destaca a trajetória de Sandro Romano Pellini, que parte de Gênova, chega a Santos a bordo do navio A Fanfulla e, já em solo paulista, constrói caminhos que atravessam o teatro, a vida cultural e a indústria, deixando marcas importantes na história da Pirelli e na vida social da cidade. A narrativa evidencia o papel da imigração como força formadora do município, conectando origens, trabalho e pertencimento.
Nesse percurso, a poesia aparece como leitura sensível da experiência urbana. A coluna destaca o fragmento de Rosimeire Longue Comelli, que traduz Santo André como espaço vivido, plural e afetivo:
“Em Santo André tudo me encanta: gente, bicho, planta.
Trilha, lago, dinossauro. Tubarão, planetário, artesanato (…)
A ti agradeço pelas vitórias e desafios.
Teu nome enalteço e me sinto honrada.
Por como ter crescido. Ô Santo André amada.”
O fragmento integra a obra Tudo tem – Poemas da Cidade, volume 1, publicada pela Editora COOPACESSO, e que dialoga com a proposta da Coluna Memória ao transformar a cidade em experiência afetiva, onde cultura, natureza e cotidiano se entrelaçam.
Ao unir imigração, trabalho, arte e poesia, a coluna reafirma a memória como construção viva, feita de trajetórias pessoais que, ao se cruzarem, ajudam a compreender Santo André como cidade de encontros, de histórias compartilhadas e de identidade em permanente construção.

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