Na edição de 11 de abril de 2024, a coluna destaca a importância da palavra escrita como registro sensível do território e da memória afetiva. Ao reunir relatos, fragmentos literários e referências históricas, a publicação reforça o papel da memória como elemento fundamental para a compreensão da cidade e de suas transformações ao longo do tempo.
Nesse contexto, ganha relevo o fragmento de Jerônimo de Almeida Neto:
“Quando vejo o teu céu, ou em teu solo finco o pé,
é maravilhosa a sensação de conforto e de calor.
Mais que afeto, sei que tenho verdadeiro e grande amor
natural e manifesto pela grande Santo André.”
O excerto integra a obra Forja ardente e fogo brando – Poemas da Cidade, volume 1, publicada em 2014, no âmbito da Editora COOPACESSO.
O texto dialoga diretamente com a proposta da Coluna Memória ao expressar, em linguagem poética, o sentimento de pertencimento ao território andreense. A cidade é apresentada não apenas como espaço físico, mas como lugar de vínculos, experiências e afetos que atravessam gerações.
Ao destacar fragmentos como este, a coluna reafirma a poesia como ferramenta de preservação simbólica da história regional, contribuindo para manter viva a relação entre memória, identidade e cidade.

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