Neste dia 16 de abril, a Coluna Memória, publicada no Diário do Grande ABC e assinada pelo jornalista Ademir Medici, coloca a poesia no centro da narrativa histórica ao destacar um fragmento que traduz, em poucos versos, o sentimento profundo de pertencimento à cidade de Santo André.
“Santo André minha terra,Santo André meu amor.Viajo por todo esse Brasil,conhecendo a mata, o rio, até o mar azul anil.E após cada jornada pra minha cidade eu vou.”
O trecho, de Everson Fernandes Boaventura, integra a obra A essência dos Bravos Andreenses – Poemas da Cidade (volume 1, 2014) e funciona como síntese afetiva da relação entre o cidadão e o território. A cidade não surge apenas como espaço geográfico, mas como lugar de retorno, acolhimento e identidade.
A partir desse fragmento, a Coluna Memória articula história, cultura e lembrança. O verso conduz o leitor por uma Santo André construída tanto por acontecimentos quanto por sentimentos, revelando que a memória urbana se forma também na linguagem poética.
Nesse contexto, a evocação da Vila Pires, bairro tradicional da cidade, e de sua trajetória esportiva — com destaque para o Esporte Clube Vila Pires e sua campanha histórica — reforça a ideia de pertencimento coletivo. O futebol de bairro, assim como a poesia, aparece como elemento que conecta gerações e preserva vínculos comunitários.
Ao eleger o fragmento poético como eixo, a coluna reafirma sua proposta de unir história e sensibilidade. Mais do que registrar fatos, o texto celebra aquilo que permanece: o afeto pela cidade, expresso em versos que continuam ecoando na memória andreense.

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