Neste dia 25 de abril, a Coluna Memória, publicada no Diário do Grande ABC e assinada pelo jornalista Ademir Medici, coloca a palavra poética no centro da reflexão sobre cidade, pertencimento e produção intelectual. O destaque da edição recai sobre um fragmento que transforma Santo André em paisagem íntima, carregada no peito:
“Quanta beleza na terra em que nasci, trago no peito,orgulho muito por ti.Sua paisagem linda, derrama como um manto,a bela Santo André da borda do campo”.
Os versos são de Emilia Vieira de Oliveira e integram a obra Poemas da Cidade (volume 1, 2014), publicada pela Editora COOPACESSO. No poema A Vila Velha Querida, a autora revela uma Santo André afetiva, ligada à origem, à memória e à experiência cotidiana de quem vive e constrói a cidade. Educadora e andreense, Emília transforma vivência em linguagem e identidade em verso.
A partir desse fragmento, a Coluna Memória articula poesia e trajetória de vida ao apresentar Alexandre Takara, que aos 92 anos lança seu 11º livro e reafirma, com o próprio percurso, a ideia de que “sempre é tempo de produzir”. Escritor, professor e intelectual, Takara surge como exemplo de que a escrita é processo contínuo — aprendizado permanente que atravessa décadas.
O fragmento poético funciona, assim, como chave de leitura da edição: a cidade como lugar de origem, inspiração e permanência. Santo André aparece não apenas como cenário, mas como matéria viva da criação, presente tanto na poesia de Emília quanto na produção intelectual de Takara.
Ao eleger o verso como eixo, a Coluna Memória reafirma sua vocação de unir história, sensibilidade e educação. A palavra escrita — seja no poema, seja no livro — preserva lembranças, constrói identidade e projeta futuro.
Mais do que recordar trajetórias, o texto celebra a força da criação contínua e da memória ativa: aquela que transforma a beleza da terra natal em palavra, livro e legado.

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